Boldo-da-Bahia: benefícios e propriedades medicinais

O boldo-da-Bahia – Vernonia condensata é uma planta medicinal também conhecida como boldo-baiano, boldo-japonês, boldo-chinês, boldo-africano, boldo-goiano, boldo-de-Goiás, boldo, acumã, alumã, aloma, aluman, luman, árvore-do-pinguço, fel-de-índio, heparém, dentre outros nomes populares. Inclui os sinônimos botânicos Vernonia bahiensis, Vernonanthura condensata Baker e Vernonia sylvestris. Pertence a família Asteraceae.

Benefícios do boldo-da-Bahia

O extrato das folhas do boldo-baiano possui diversos usos na medicina popular brasileira, vez que possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. O boldo também é utilizado por meio de sucos ou chás medicinais. O boldo-baiano apresenta benefícios no tratamento da azia, distúrbios gastrointestinais, controle da gastrite, dores de cabeça, diarreia e age como um antídoto para picadas de cobras, devido as suas propriedades medicinais. É considerado um forte remédio para tratar a ressaca, além de estimular o apetite a auxiliar na digestão.

O boldo-da-Bahia possui um glicosídeo esteroide conhecido como vernonioside B, que foi sugerido como um dos princípios ativos da atividade analgésica (antinociceptiva) dos extratos da folha da Vernonia condensata. Acredita-se que o boldo também ajuda no tratamento da anorexia, anemia, inflamações e problemas de bexiga. A Vernonia condensata contém ácido clorogênico, flavonoides, frutose, carboidratos, lactose, saponinas, lactonas sesquiterpênicas, sacarose, tanino e óleo essencial.

Contraindicações e efeitos colaterais do boldo-da-Bahia

Em doses altas, a Vernonia condensata pode provocar irritações na mucosa estomacal.

História e curiosidades

O boldo-da-Bahia é uma planta medicinal de origem africana, trazida ao Brasil por escravos durante o período colonial. Em algumas religiões afro-brasileiras, o boldo é considerado uma planta sagrada. A espécie Vernonia condensata faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS).

Referências:
Liber Herbarum II
Risso, Wagner E., Ieda S. Scarminio, and Estefania G. Moreira. “Antinociceptive and acute toxicity evaluation of Vernonia condensata Baker leaves extracted with different solvents and their mixtures.” (2010).
Monteiro, M. H. D., et al. “Toxicological evaluation of a tea from leaves of Vernonia condensata.” Journal of Ethnopharmacology 74.2 (2001): 149-157.

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