Café: benefícios e propriedades medicinais

O café (Coffea arabica) é colhido do cafeeiro, sendo também conhecido como café-arabica (árabe), café-java e coffee (inglês). Inclui as espécies Coffea robusta, Coffea liberica e Coffea arabica. Pertence à família Rubiaceae.

Café: uma planta popular

O café é uma bebida extremamente popular em vários países de todo o mundo. O Brasil ostenta o título de maior produtor mundial de grãos de café, seguido pela Colômbia. Curiosamente, essa é uma bebida tão popular e enraizada na cultura de alguns países, que existem especialistas em avaliar todos os aspectos de pureza e aroma da bebida, sobretudo de cafés de alta qualidade e especiais. Tais profissionais especializados são conhecidos como baristas e também trabalham criando novas bebidas baseadas em cafés de todos os tipos e variedades.

Em alguns países, como os Estados Unidos, o café passa por um sistema mais rigoroso de filtragem e preparação, onde resíduos de algumas substâncias químicas são eliminados. Inúmeros doces, sorvetes, sobremesas, licores e iogurtes são produzidos tendo como base o café. São utilizadas as sementes secas, maduras ou torradas (assadas).

Propriedades do café

O café possui propriedades medicinais antieméticas, antinarcóticas, inibidoras de apetite, cardio-estimulantes, diuréticas, laxativas, relaxantes musculares e vasoconstrictoras. O consumo também ajuda a diminuir os sintomas da asma, constipação, fadiga, enxaqueca, intoxicação por drogas, obesidade, paralisia e alivia dores.

Além de ser um estimulante extremamente conhecido, é utilizado de forma medicinal para potencializar o efeito de outras substâncias presentes no corpo, o que faz a pessoa sentir uma agradável sensação de bem-estar corporal. Também ajuda a aumentar as ações lenitivas de analgésicos. Abre abre as passagens bronquiais ao mesmo tempo em que melhora a congestão respiratória e acelera o metabolismo, fazendo que o corpo aumente o número de calorias queimadas por hora, ocasionando uma maior perda de peso. O café orgânico é usado em enemas, para estimular fígado e limpeza de intestino.

Contraindicações e efeitos colaterais do café

O café é contraindicado para pessoas com problemas de indigestão ácida, hipertensão, diarreia, acidez estomacal, úlceras e palpitações no coração (sintomas de taquicardia). O consumo excessivo pode causar ansiedade, insônia e nervosismo. A cafeína pode ser uma substância viciadora (causadora dependência química). Pessoas que tomam a bebida em excesso, ao renunciarem ao consumo do mesmo, podem ajudar a prevenir e diminuir a potencialização de dores de cabeça e síndromes de abstinência, tais como depressão, letargia e irritação (nervosismo, inquietude).

A cafeína estimula e até pode irritar intestinos e órgãos reprodutores do corpo. Consumido em excesso pode diminuir os níveis de absorção de vitamina B, vitamina C e ferro. Também é contraindicado durante a gravidez e fase de lactação, e tampouco deve ser consumido por pessoas com sistema imunológico fraco e deficiente.

Muitas pessoas já assimilaram o consumo e consequentemente da ingestão excessiva de cafeína ao aumento da incidência de câncer de bexiga, mama, ovários, pâncreas e próstata, assim como doenças do coração e defeitos congênitos de nascimento transmitidos de mãe para filho. Também já foi atribuído à bebida à pecha de causador de cistos, problemas pré-menstruais e infertilidade, todas causadas pelo consumo agravado de cafeína.

História e curiosidades

O cafeeiro é uma planta milenar, de origem árabe, provavelmente oriunda da região onde atualmente fica situada a Etiópia. É dito que há cerca de mil anos atrás, um estudioso do islamismo encontrou um pastor cuja as ovelhas se encontravam em um estado de inquietude e euforia. Indagado sobre o comportamento estranho das cabras, o pastor mostrou ao estudioso o arbusto do qual às suas ovelhas haviam pastado. Quando o estudioso árabe consumiu os grãos, também se sentiu mais revigorado.

Originalmente, os grãos eram consumidos por religiosos árabes para ficarem acordados durante a noite para rezarem. No século XIX, foi adotado por vários médicos da época para tratarem dependentes do álcool e pessoas com overdose de ópio.

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