Carqueja-doce: benefícios e propriedades medicinais

A carqueja-doce (Baccharis articulata) é uma planta medicinal também é conhecida como carquejinha, carqueja-amarga, carqueja-do-mato, dentre outros nomes populares. Pertence à família Asteraceae.

Benefícios da carqueja-doce

A carqueja-doce possui propriedades que combatem problemas digestivos, debilidade orgânica, anemia, úlceras, além de reduzir febres. Pode ser usada para o tratamento de cálculos biliares, insuficiência de secreção de bile, icterícia, cólica biliar, cirrose hepática e congestão hepática. A cinarina em sua composição promove a secreção biliar, reduz o colesterol e aumenta a solubilidade do colesterol dos depósitos patológicos (ateroma), agindo como um hepatoprotetor. Quando atua no combate a doenças do fígado, pode inibir os agentes causadores da esquistossomose e do mal de Chagas.

Por meio de sua função diurética, graças aos seus ácidos e compostos fenólicos (incluindo hispiludina), aumenta a excreção de ureia no rim e fígado. Em conjunto com a cinarina, a cinaropicrina apresenta ação carminativa. No Paraguai, é utilizada como uma erva anti-hipertensiva.

Efeitos afrodisíacos da carqueja-doce

Na Argentina e Uruguai, acredita-se que tenha atividade no tratamento de impotência sexual masculina e esterilidade feminina¹. Estudos recentes afirmam que a carqueja-doce possui a capacidade de energizar a libido em mulheres (agente afrodisíaco), induzindo a excitação e aumentando a capacidade orgástica.

Contraindicações e efeitos colaterais da carqueja-doce

A erva é segura quando usada em doses recomendadas. Quando utilizada em excesso, pode reduzir a pressão arterial.

História e curiosidades

A carqueja-doce é nativa da América do Sul, cresce em áreas rochosas e arenosas no sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. A exportação da Baccharis articulata, conhecido como “viagra uruguaio”, aumentou consideravelmente nos últimos anos, colocando o Uruguai na posição de liderança como exportador da erva medicinal, além de provocar um recorde na demanda para o público feminino, principalmente nos Estados Unidos.

¹ Oliveira Simoes, Claudia Maria, et al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. Brasil. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1986.

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