Cavalinha: benefícios e propriedades medicinais

A cavalinha (Equisetum arvense) é uma planta medicinal também conhecida como rabo-de-cavalo, cola-de-cavalo, milho-de-cobra, cauda-de-raposa, cana-de-jacaré, erva-canudo, lixa-vegetal, dentre outros nomes populares. Pertence a família Equisetaceae.

Benefícios da cavalinha

A cavalinha é rica em minerais que podem ajudar na recuperação de fraturas e cortes nos ossos, carne e cartilagem, além de melhorar o tempo de coagulação do sangue. O alto teor de sílica em sua composição fortalece os tecidos conjuntivos do corpo e beneficia pacientes com artrite reumatoide. Em algumas formas de tuberculose, ajuda a isolar os focos da doença nos pulmões. Ensaios clínicos demonstraram que o ácido silícico solúvel promove a formação de leucócitos, estimulando as defesas do próprio organismo e auxiliando no processo de cura natural. É benéfica contra problemas brônquicos, reumatismo e gota.

Na medicina alternativa, a cavalinha é utilizada cataplasma para o tratamento de feridas. Ducha para leucorreia. Colírio para conjuntivite. Embebição para chulé. Lavagem para fortalecer os cabelos e líquido para limpeza bucal para gengivite. O chá de cavalinha pode ser preparado e borrifado em ervas de jardim e prevenir o ataque de fungos. A erva é composta de flavonoides, princípio amargo, alcaloides (equisetonina, nicotina, palustre, palustrina), sílica, cálcio, manganês, magnésio, enxofre, fitosteróis e tanino.

Uso na culinária

Quando a cavalinha ainda é um planta jovem, a parte exterior pode ser descascada e a polpa interna consumida. Na culinária, pode ser fervida e consumida como aspargos. As raízes são tuberosas e podem ser comidas cruas no começo da primavera ou fervidas como um legume no decorrer do ano.

Contraindicações e efeitos colaterais da cavalinha

Grandes quantidades da erva cavalinha podem ser ligeiramente tóxicas devido à presença do alcaloide equisetina. Consumida durante um longo período de tempo, pode causar deficiência em vitamina B1, vez que a planta possuí uma enzima que destrói essa vitamina, contudo, alguns métodos de cozimento podem anular a ação de tal enzima. Também é rica em selênio, o que faz com que ela seja recomendada para ser colhida durante a primavera, onde os níveis do mineral não estão tão altos. O uso prolongado também pode causar irritação nos rins.

História e curiosidades

O nome em latim, Equisetum arvense, significa “rabo de cavalo dos campos”. Durante o período em que a Terra concentrava maiores taxas de carbono, a cavalinha era uma erva dominante que chegava a atingir mais de 12 metros de altura. Seu método de reprodução se dá por meio de esporos ao invés de utilizar o método da polinização.

A cavalinha é uma planta perene, que tem cor verde escura oca e geralmente pode ser encontrada em áreas úmidas e tem uma grande quantidade de cristais de silício (ou areia) em seu tecido. A Equisetum arvense faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

Comentários

2 Comentários

  1. Cavalinha é bom para eliminar varizes? Pois vi um vídeo dizendo q cavalinha é bom pra varizes. E verdade ou não?

Comentar