Cogumelos medicinais: benefícios, usos e propriedades

Muitas civilizações primitivas, através de tentativas, moldaram um conhecimento prático dos apropriados para consumo humano e aqueles que devem ser evitados, vez que podem reações psicotrópicas ou até mesmo intoxicação e morte. Além Muitas dessas populações identificaram inúmeros cogumelos medicinais.

Benefícios dos cogumelos medicinais

Os cogumelos são avaliados como alimentos muito saborosos e nutritivos por muitas sociedades em todo o mundo. Historicamente, os cogumelos sempre foram usados para fins medicinais, especialmente na medicina tradicional chinesa, onde há milhares de anos as propriedades medicinais de muitos cogumelos comestíveis e não comestíveis já são reconhecidas. Desde a década de 1960 os cogumelos medicinais têm sido objeto de investigação médica moderna, contudo, apenas alguns extratos de cogumelos específicos foram exaustivamente testados quanto à sua eficácia.

O cogumelo-maitake (Grifola frondosa) e o shiitake (Lentinula edodes) já possuem longa história de uso medicinal popular. O cogumelo-reishi (Ganoderma lucidum) é conhecido na China como lingzhi (planta-de-espírito) e no Japão como mannentake (cogumelo de 10.000 anos).

Várias pesquisas demonstraram que alguns polissacarídeos, glicoproteínas e proteoglicanas presentes em alguns cogumelos podem modular as respostas do sistema imunológico e inibir o crescimento tumoral. Alguns cogumelos também têm promissoras propriedades cardiovasculares, anticancerígenas, antivirais, antibacterianas, antiparasitárias, anti-inflamatórias e anti-diabéticas.

O polissacarídeo-K e a lentinana estão entre os extratos dos cogumelos com as mais fortes evidências de benefícios medicinais. Os resultados disponíveis para a maioria dos outros extratos são baseados em dados in vitro, efeitos sobre células isoladas em laboratório, em modelos animais como ratos, ou de fraca potência em ensaios clínicos com humanos.

Penicilina

Os cogumelos também são fonte original da penicilina (antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum ou Penicillium notatum. Descoberta em 15 de setembro de 1928 pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, a penicilina está disponível como fármaco desde 1941, sendo considerado o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso.

As primeiras estatinas (fármacos usados no tratamento do colesterol alto e na prevenção da aterosclerose) e griseofulvina (medicamento antifúngico, utilizada por humanos e outros animais no combate a micoses epiteliais na pele, inclusive no couro cabeludo e nas unhas) foram produzidos à partir de extratos de cogumelos.

Atualmente, vários extratos de cogumelo são de uso difundido no Japão, Coréia e China como coadjuvantes nos tratamentos dos efeitos da radiação e quimioterapia.

História de uso dos cogumelo medicinais

Um cogumelo é um corpo carnudo com esporos, resultado da frutificação de um fungo, normalmente produzido acima do solo ou de sua fonte de alimento. Como todos os fungos, os cogumelos não são plantas e não se submetem a fotossíntese. O padrão para o nome de “cogumelo” se deu em função do cultivo do cogumelo-branco (Agaricus bisporus), sendo mais frequentemente aplicado aos fungos Agaricomycetes, que possuem uma haste (estipe), uma tampa (píleo) e brânquias (lamelas) ou poros na parte inferior da tampa.

Ötzi, o Homem de Gelo, um ser humano mumificado de 3300 a.C, foi encontrado carregando Fomes fomentarius (popularmente conhecido como casco-de-cavalo ou fungo-pavio) e Piptoporus betulinus envolto em uma corda de couro. Hipócrates escreveu que o Fomes fomentarius já foi usado como uma pomada para a pele. Este mesmo cogumelo medicinal também já foi aplicado topicamente na Europa durante os séculos XVIII e XIX para o tratamento de feridas.

No Japão antigo, o maitake já era considerado medicinal e já teve seu preço bastando valorizado. Já os egípcios antigos consideravam os cogumelos como alimentos para a realeza.

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