Ervas para dormir

O sono é um estado natural recorrente caraterizado pela diminuição ou ausência de consciência. Durante o período do sono efetivo (REM), que os sonhos ocorrem, dados são arquivados e as energias do corpo são revigoradas. Dormir bem é muito importante e afeta toda a saúde.

Insônia

Embora não haja uma regra pré-determinada sobre a quantidade de sono que se deve ter ou o número de horas certa para dormir, os indicadores apontam para a quantidade diária de 7 a 8 horas em adultos, e de 9 horas em adolescentes. Dependendo do metabolismo e faixa-etária de cada pessoa, a quantidade pode variar entre 5 e 10 horas diárias. Contudo, o mais importante não é a quantidade de horas dormidas, mas sim a qualidade do sono. A insônia afeta todas as faixas etárias e, entre os adultos, costuma afetar mais as mulheres do que os homens.

Fatores externos como o estresse, ansiedade, preocupação, excitação ou qualquer outra incapacidade física, mental ou emocional podem atrapalhar na qualidade do sono, inclusive podem evoluir para uma condição conhecida como insônia, que pode ser transitória (com duração de apenas de alguns dias), aguda (quando o corpo já desenvolveu um padrão de sono de má-qualidade) ou crônica (com duração superior a 6 meses).

Ervas para ajudar a dormir melhor

O mais importante não é a quantidade de horas dormidas, mas sim a qualidade do sono. Conheça algumas ervas muito utilizadas para o tratamento de problemas relacionados ao sono:

Camomila

Camomila
Camomila – Matricaria recutita

A camomila age como um calmante que ajuda a aliviar insônia, além de melhorar as condições de cólicas menstruais. O chá de camomila também é recomendado para pessoas que tomam muito café, vez que a planta ajuda a diminuir consideravelmente os níveis de cafeína no sangue, auxiliando inclusive no alívio de dores de cabeça causadas pelo consumo excessivo de substâncias tônicas, como é o caso da cafeína.

Erva-de-São-João

Erva-de-São-João - Hypericum perforatum
Erva-de-São-João – Hypericum perforatum

A erva-de-São-João aumenta os níveis de serotonina no cérebro, aumentando a qualidade do sono. É utilizada para controlar a depressão leve e moderada. Estudos sugerem que a hipericina pode ter monoamina oxidase, que auxilia nessa condição. A erva-de-São-João também parece influenciar nos níveis de dopamina e norepinefrina do cérebro, substâncias que podem inibir a produção e funcionamento do neurotransmissor serotonina, uma das responsáveis pela sensação de bem-estar no cérebro.

Erva-cidreira

Erva-cidreira - Melissa officinalis
Erva-cidreira – Melissa officinalis

A erva-cidreira tem sido cultivada ao longo da costa do Mediterrâneo há mais de 2000 anos, sendo considerada uma erva calmante. Foi consumida em forma de chá durante séculos para reduzir o stress e ansiedade, promover o sono, melhorar o apetite e aliviar a dor, desconforto de indigestão. A erva-cidreira é um hipotenso moderado. Boa para diminuir palpitações do coração devido a tensão. Estudos alemães constataram que o óleo essencial da planta atua na parte do cérebro que controle o sistema nervoso autônomo e protege o cérebro de estímulos externos excessivos.

Maracujá

Maracujá – Passiflora incarnata
Maracujá – Passiflora incarnata

O maracujá é considerado um calmante natural, trazendo inúmeros benefícios para o sistema nervoso central, onde age e aquieta. Ajuda a sanar o desarranjo dos neurotransmissores, o que o torna recomendável para a ressaca e insônia. A composição de flavonoides, alcaloides e saparinas, dentre outras substâncias presente no maracujá, são indicadas em forma de extratos ou suplementos para o tratamento de doenças que agem no sistema nervoso, incluindo a depressão, ansiedade e ataques de pânico, sendo que o maracujá não possui substâncias viciantes e não produz efeitos colaterais associados ao uso de antidepressivos e tranquilizantes. O maracujá também alivia dores de cabeça causadas devidos à tensão e deixa a pessoa mais tranquila.

Valeriana

Valeriana - Valeriana officinalis
Valeriana – Valeriana officinalis

A valeriana é usada como uma erva medicinal desde o século IV a.C pelos gregos e romanos que utilizavam a valeriana medicinalmente como um remédio para insônia e condições nervosas. A valeriana, ainda é muito popular para tratar insônia, estresse, ansiedade, hiperatividade e espasmos musculares. Durante a Primeira Guerra Mundial, a valeriana foi administrada a soldados e civis traumatizados pelos horrores da guerra. Na Europa, a valeriana é o sedativo natural mais comum. Já na Alemanha, é utilizada para tratar crianças hiperativas.

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